É interessante notar que para a alta direção só vão coisas que são ambíguas, ou seja, fatos, revestidos de sentimentos, de valores.
Quando são só fatos, o pessoal de baixo resolve porque a lógica predomina. Trabalhando “causas e efeitos” a solução aparece.
Quando porem mais alternativas são viáveis, a decisão sobe, pois ela tem que obrigatoriamente levar em conta fatores fora do raciocínio lógico. E isso é compreensível, pois o que se espera do topo da pirâmide é que lá existam pessoas capazes de lidar com elevado nível de complexidade, o imponderável cresce à medida que se avança na escala hierárquica.
Assim o Top Líder se torna mais eficiente quanto mais ele refina sua sensibilidade. Isso é fundamental considerando que a inovação não vem da gestão, mas da capacidade de se perceber além do contorno, de estar atento as descontinuidades.
O grande obstáculo a essa percepção é que estando dentro do contorno, do sistema, fica difícil olhar para fora.
Olhar para fora requer uma visão de integração e não de fragmentação.
A integração requer um posicionamento em que o propósito da organização caminhe na direção do país e do mundo.
O Top Líder deve portanto conseguir formular um sonho que encaixe as diferenças e sirva de guia para todos.
O sonho futuro deve ser tal que mantenha a organização ativa mesmo nos momentos desfavoráveis. As pessoas devem se manter focadas no processo, apesar dos obstáculos.
“O líder tem que manter o sonho, sem ele as perdas se tornam insuportáveis”
Autor: Henrique Fernandes Ribeiro
Julho 2010
09/08/2010
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Henrique Fernades Ribeiro é Executive Coach e escritor. Nos autorizou postar seu mais recente trabalho de TOP Líder. Obrigada!
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